Mulher em posição de tristeza, com um fundo verde água e raios ilustrados, demonstrando um sentimento ruim

Dependência emocional? Será que seu relacionamento é baseado nela?

O debate sobre relacionamentos abusivos tem ganhado maior destaque nos últimos tempos. Uma das características mais  relevantes, quando pensamos em toxicidade no relacionamento, é justamente a dependência emocional. Isso pode ser visto com mais clareza, quando percebemos aquela amiga que está se envolvendo novamente com o mesmo perfil de pessoa, por exemplo.

Identificar se nossos relacionamentos estão amparados na dependência emocional é muito importante! Contudo, para que essa reflexão aconteça, é preciso reconhecer a existência dela, além de muitas outras atitudes, auxílio psicológico profissional e mudança na rotina!

Quer entender mais sobre dependência emocional? Continue a leitura com a gente!

O que é dependência emocional?

De maneira simples, a dependência emocional é uma condição relacionada a forma como lidamos com o outro. Assim, ela afeta os relacionamentos interpessoais, que podem estar ligados a amizade, amor, família, dentre outros tipos.

Pessoas nessa condição possuem dificuldade em se relacionar, vivendo um medo extremo de ser abandonado, traído ou deixado de lado. Por isso, desenvolvem uma série de comportamentos e tendem a aprisionar o outro, desempenhando uma enorme carga emocional sob responsabilidade daqueles com quem tem laços afetivos.

Essas atitudes, normalmente, não são controladas e convivem há muito tempo com a pessoa. Dessa forma, a pessoa não consegue reconhecer a própria dependência, assim como não compreende outra maneira de relação que não essa, configurando um circulo de repetições. Tudo isso é definido muito antes, na infância! Vamos entender?

Porque temos dependência emocional?

A maneira como nos relacionamos com as pessoas, a princípio, está muito ligado a forma como fomos criados, os meios que circulamos, determinando um padrão de relacionamento. Por exemplo, quando pensamos em uma criança que dificilmente ouviu um “não” de seus responsáveis, provavelmente terá dificuldade de aceitar negativas na vida adulta.

Por outro lado, crianças que não receberam atenção e cuidado durante a infância, tiveram pais ausentes e negligentes, provavelmente desenvolverá uma carência afetiva muito grande, além de autoestima baixa e insegurança. Mas o que isso tem a ver com dependência emocional?

Ora, se nosso padrão de relacionamento foi estabelecido por meio da necessidade de atenção dos nossos familiares, coisa que não recebemos, tendemos a buscar essa afirmação com quem nos relacionamos. O resultado disso tudo, explicado resumidamente por nós, é a famosa dependência emocional.

E não estamos nos referindo somente a relacionamentos amorosos, mas também fraternos, familiares, dentre outros. O que ocorre é que, antes determinado aos responsáveis, agora está vinculado na figura de um amigo e, claro, a pessoa com quem nos relacionamos amorosamente.

Quer dizer então que essa carência emocional está atrelada ao que vivemos na infância? Sim, e muito! Aliás, ao observar acontecimentos que ocorreram na vida infantil podemos começar a estabelecer certas regularidades de comportamento e, dessa forma, características da dependência emocional.

Quais os sinais de dependência emocional?

Sabe quando você tem uma amiga ou amigo que sempre está envolvido com pessoas que apresentam o mesmo comportamento dos relacionamentos passados? Ou até mesmo você, quando se pega pensando “por que estou vivendo tudo isso novamente?”.

Infográfico sobre os sinais de dependência emocional

Bem, esses padrões se repetem ao longo da vida e não moldam somente nossa escolha por relações semelhantes, mas também a forma como lidamos com elas. Para descrever melhor esse tipo de comportamento, podemos selecionar características da dependência afetiva:

1 . Aceitação do que o outro deseja sem questionamentos

Um ótimo exemplo dessa característica é quando nós não conseguimos dizer não para o outro. Ele decide por nós e, de certa forma, nos sentimos confortáveis com isso. O problema é quando não desejamos algo e aceitamos somente para não gerar um possível descontentamento na pessoa o que, na nossa cabeça, pode fazer com que ela se afaste de nós.

2 . Dificuldade em lidar com as próprias decisões

A primeira característica está intimamente ligada a essa! A pessoa dependente emocionalmente não consegue tomar as rédeas da situação. Vez ou outra toma uma atitude, porém logo em seguida – com medo do confronto – diz ter se arrependido e pede desculpas – mesmo não estando errada.

3 . Necessidade de estar o tempo todo com o outro

A ausência física do outro é um tormento para pessoa que é dependente emocionalmente.  Não só pelo fato que ela ficar criando acontecimentos na cabeça, mas também pelo fato de que, na falta, ela não sabe seguir com a própria rotina, necessitando de alguém que preencha o vazio e determine os passos para ela.

4 . Dificuldade em dar andamento em projetos pessoais

Outro fator muito característico é a dificuldade em dar andamento ao próprio planejamento. Por exemplo, sabe quando alguém começa a namorar e passa a viver os sonhos da pessoa com quem está, deixando de lado os próprios objetivos? Bem, isso pode ser um sinal de dependência afetiva.

5 . Sujeitar-se a situações desconfortáveis e humilhantes

O ápice da violência psicológica está muito atrelado a dependência emocional. Nessa condição, a pessoa se sujeita a vivenciar situações humilhantes, desconfortáveis, constrangedoras, tudo na expectativa de que o outro nunca vá embora. Dessa forma, permite que minem também a própria autoestima e segurança.

O que essas características tem em comum? Alguém que possui pouco amor próprio, uma autoestima que varia de acordo com a aprovação do outro . E você pode até estar pensando que tudo isso é bobagem, mas a dependência emocional acomete muita gente.

O mais importante é que essa condição pode ser tratada e começa com passos fundamentais! Vem comigo que eu te explico!

Como tratar a dependência emocional?

O primeiro passo para um tratamento verdadeiramente efetivo é o reconhecimento dessa condição em si próprio. E isso não está ligado a você olhar para o espelho e dizer “eu sou um dependente afetivo”, beleza? Na verdade, tem mais a ver com o fato de reconhecer que existem padrões se repetindo ao longo da vida e que não se está tendo controle sobre eles.

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É nesse momento que a ajuda de um profissional especializado é tão importante. Pode até parecer clichê, mas a terapia realmente muda a vida das pessoas. Por isso, não fique tão obcecado pelo o que lê na rede. Ao invés disso, busque acompanhamento psicológico, que o tratamento será bem mais efetivo!

Entretanto, algumas mudanças de comportamento também são importantes e ajudam muito no sucesso do tratamento. Que tal ficar de olho nelas na sequência? Vem comigo que eu te explico!

1 . Busque o autoconhecimento

A primeira coisa a fazer, quando começamos um tratamento para dependência emocional, é se conhecer internamente. Precisamos entender o que nos dá certos gatilhos, até onde nosso emocional pode ir, assim como nossa próprio valor. Aqui vale cuidar da autoestima também, viu?

2 . Goste de ficar consigo mesmo

Nós temos que ser a nossa melhor companhia! Por isso, criar uma rotina que envolva um tempo só para nós é muito importante. Dessa forma, conseguimos desvincular a nossa vida do outro, conseguimos nos enxergar enquanto pessoas únicas e não somente em parceria. Faça coisas que gosta, assista um filme, coma algo gostoso, tenha um dia de skincare. Parece bobo, mas funciona!

3 . Determine limites nos seus relacionamentos

Quando buscamos o autoconhecimento começamos a ter mais percepção em sobre nossos próprio limites. É nesse momento que começamos a enxergar que não merecemos somente o “mínimo” do outro. Veja bem, não é prepotência pensar “eu mereço mais do que você está me oferendo”, na verdade o nome disse é amor próprio!

4 . Deixe de lado certas crenças

Sabe aquela famosa frase “ah, ele sente ciúmes assim por que me ama!”, não é bem assim! Crescemos acreditando no amor sofrido, que nos leva até o limite para merecê-lo. Não precisa ser assim! Haverão momentos de tensão no relacionamento, é claro! Porém, nenhum relacionamento vale a pena se nos tira a paz, concorda?

5 . O passado não define o seu futuro!

Sabe aquela frase famosa “o passado é uma roupa que não nos serve mais”? Ela cabe muito bem aqui! O que acontece com a gente nos molda enquanto pessoas, mas não podemos deixar que isso defina nosso futuro. Não é porque tivemos um relacionamento com alguém que não nos valorizou que será sempre assim! Vamos combinar? Passado fica no passado, se ex fosse bom, não seria ex. Combinado?

6 . Seja sincero com a pessoa amada

Em um relacionamento, abra o jogo com a pessoa amada! Quando não concordar com algo, diga que não concorda. Não permita que atitudes que te ferem continuem acontecendo. Diga o que te deixou triste com sinceridade e sem estar em uma condição passivo-agressiva. A pessoa com quem você está precisa saber o que está acontecendo, certo?

7 . Tenha compaixão por si próprio

A pessoa que você foi no passado ficou lá e ela fez o melhor que pode para te trazer até aqui! Tenha compaixão por ela! A gente vive com a sensação de que poderíamos ter feito algo diferente, mas a verdade é que faríamos o mesmo. A pessoa do passado não sabia o que a de hoje sabe. Seja gentil consigo mesmo, faça o melhor pra você.

8 . Assuma o controle das suas decisões

A mudança é um processo cheio de idas e vindas. A gente pode se sentir super independente nesse exato momento, mas às vezes é encontra-se em uma situação com a qual não sabemos lidar, e está tudo bem! Nesse momento, é que devemos recuperar os limites estabelecidos e tomar as rédeas da situação. Reconheça os gatilhos, beleza?

9 . Responsabilize-se pelo o que sente

Veja bem, lidar com a dependência emocional é impor limites para a maneira como os outros nos tratam, mas também é importante reconhecer quando nós sentimos algo que é fruto somente de nossas inseguranças. Às vezes o que estamos sentido tem mais a ver conosco do que com a pessoa com quem nos relacionamos.

10 . Compreenda quais vontades são realmente suas

Finalmente, a última dica é prestar atenção em quais vontades são realmente nossas. Isso não quer dizer que você só deva fazer o que quiser e desconsiderar o outro. Na verdade, o que estamos querendo dizer é que não podemos admitir fazer algo que vai contra nossos ideais somente pela vontade da pessoa com quem estamos. Entendeu?

Todas essas práticas só são possíveis quando temos um acompanhamento psicológico, pois será o terapeuta que nos ajudará, em grande parte, a identificar padrões de comportamento e propor mudanças. Por isso, procure uma pessoa que transmita confiança, segurança e não tenha medo de compartilhar o que está sentindo.

Gostou do conteúdo? Semanalmente, aqui no blog da Dona Coelha, nós trazemos textos como esse. Continue conosco e confira muito mais sobre pautas importantes no relacionamento.

Inclusive, nós temos um texto que pode te interessar! Dê uma passadinha por lá e confira nosso post sobre tipos de relacionamentos e descubra as possibilidades! Te espero por lá!

 

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