Relacionamento abusivo: o que é, como acontece e como sair dessa!

Relacionamento abusivo relacionamento abusivo: o que é, como acontece e como sair dessa!

Um dos assuntos que mais têm sido tratados nos últimos tempos é, sem dúvida, o feminicídio. Ele, normalmente, é fruto de um relacionamento abusivo, seja de cunho físico ou psicológico. E é sobre esse tipo de relacionamento insustentável que vamos tratar hoje.

A minha intenção é clarear a mente das mulheres, principalmente, para que consigam identificar relacionamentos com essa natureza e fugir deles correndo! Claro que esse post vale também para os homens – afinal, todo mundo é sujeito a ser abusado – mas a coisa fica muito pior para o lado das mulheres.

Sabe por quê? Porque a mulher sofre pelo machismo, opressão, violência doméstica, entre outros aspectos que estão atrelados ao abuso e que podem tomar proporções muito mais perigosas e delicadas.

Quem me acompanha no instagram ou por aqui no blog, sabe o quanto gosto de tratar desses assuntos polêmicos e necessários. Portanto, se você desconfia que está passando por um tipo de relacionamento abusivo, seja como vítima ou abusador(a), ou conhece alguém que pode estar sofrendo com isso, acompanhe a leitura e aprenda como identificar os sinais de abuso, como se proteger e a denunciar.

O que é relacionamento abusivo?

Relacionamento abusivo é a situação em que uma das partes do relacionamento exerce extremo poder e influência sobre a outra, minimizando-a ao máximo e tornando a sua vida infeliz e até mesmo dificilmente suportável.

Ao contrário do que muita gente pensa, relacionamentos abusivos não são aqueles em que necessariamente resultam em violência física – muito mais do que ameaça física, esse tipo de relação tem potencial risco para diversas formas de agressão que, muitas vezes, são sutis, como a financeira, a psicológica, a emocional, a sexual. Aí, fica ainda mais difícil identificar.

Engana-se também quem acha que apenas o homem é detentor do poder de exercer tal papel. Apesar de ser um pouco menos frequente e menos falado, também existem muitas de nós, mulheres, que repercutem esse tipo de relação – a violência doméstica contra homens também acontece, em menor grau.

E ainda não é só nas relações heterossexuais que isso acontece – o abuso não distingue gênero, orientação sexual, idade ou etnia, e muitas relações homoafetivas, por exemplo, também podem trazer aspectos violentos para uma ou ambas pessoas envolvidas.

Abuso emocional ou psicológico

O abuso emocional é uma forma de violência psicológica que pode resultar em diversos fatores negativos para a vítima, como a dependência emocional do abusador, a falta de confiança em si mesma, doenças fisiológicas e até a depressão.

Quando esse tipo de abuso acontece, é o campo emocional e psicológico da pessoa que é afetado a fim de deixá-la instável, insegura e, principalmente, alimentar a falsa sensação de dependência da outra pessoa para ser feliz e, muitas vezes, viver.

Um ponto preocupante é que esse tipo de violência acontece de formas muito sutis e veladas e podem gerar vergonha e até culpa na vítima por estar passando por isso, o que dificulta a identificação e até a denúncia dos problemas.

E detalhe: os abusos emocionais podem acontecer até mesmo em relações consideradas saudáveis, muitas vezes por ser uma perpetuação de pensamentos e crenças misóginas e machistas que estão internalizadas até nas pessoas mais desconstruídas de todas.

A violência doméstica é real e diária

A violência doméstica contra a mulher consiste em toda ação ou não ação que se baseia no gênero e que provoque algum tipo de sofrimento ou lesão física, psicológica, patrimonial, sexual, dano moral, ou até a morte, conforme que o diz a Lei Maria da Penha, no seu 5º Artigo.

Isso, mais especificamente, quando acontece dentro dos próprios lares e, no geral, pelo parceiro ou por familiares. Uma das piores e mais consolidadas verdades sobre esse assunto é que o lugar em que as mulheres mais morrem é dentro de casa.

Diferente do que muitas pessoas podem pensar, também, esse tipo de crime pode ser denunciado em qualquer delegacia de polícia – as chamadas Delegacias da Mulher são as mais especializadas no tema, mas todas são capacitadas para atender a esse tipo de violência contra a mulher.

E o tema é ainda mais complexo quando se fala de se distanciar do agressor. A maior parte das mortes de mulheres a partir da violência doméstica se dá quando as vítimas estão tentando se afastar e se separar dos parceiros.

Isso sem falar que, depois de agressões de diferentes portes e formas, essas vítimas se sentem deslegitimadas e impotentes diante dos abusadores, chegando a paralisar em momentos em que precisam agir para sair do ciclo de violência. Então lembre-se: não é porque as vítimas de violência doméstica parecem se sujeitar a essa situação que significa que elas “gostem de apanhar” ou algo assim, afinal, essas agressões vão além do corpo físico.

Violência doméstica na quarentena

E se a violência doméstica, como o nome sugere, acontece em casa, o período de quarentena que o mundo todo passou em 2020, em decorrência da pandemia da Covid-19, foi turbulento e agravante para esse tipo de agressão.

Em abril de 2020, quando a quarentena completava cerca de 1 mês em boa parte do território nacional, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH) registrou 40% mais denúncias ao 180 do que em abril de 2019.

Na contramão, o número de boletins de ocorrência diminuiu no mesmo período – mais tempo em casa fez com que as vítimas ficassem mais tempo em contato com o agressor e sob seu poder, com menos chances de registrar um Boletim de Ocorrência.

No primeiro ano de pandemia do Coronavírus, foram registradas mais de 105 mil denúncias de violência contra a mulher pelo 180 e pelo Disque 100, que representam 30% de todas as ligações realizadas para estes canais para denúncias de crimes em 2020.

Os números não mentem: ser mulher é correr riscos até mesmo dentro de casa, assim como é estar atenta e se proteger até mesmo de quem se ama. Por isso, não tenha medo de questionar ou denunciar e lembre-se de que sempre tem alguém com você para te ajudar nesse processo.

Não confunda abuso com amor: abuso, reconciliação, feminicídio

É muito difícil perceber quando se está passando por um relacionamento abusivo. Isso porque muitos “sintomas” desse tipo de violência se assemelham com o entendimento precipitado que as pessoas têm do amor.

Ciúme excessivo, controle emocional, financeiro, privações e muito mais atitudes tóxicas são tidas como naturais (e até boas) com o pretexto de que “faço isso porque te amo”. Normalmente, o relacionamento é vicioso: se você não aguenta mais sofrer e resolve terminar, ele promete que vai mudar, você acredita, e o ciclo se reinicia.

A ordem normalmente é:

abuso – término – promessa de mudança – reconciliação – abuso/agressão/feminicídio.

Claro que, na maioria das vezes, esse ciclo se repete por vezes e vezes até chegar no seu ápice, o assassinato motivado pelo sentimento de posse do abusador sobre a vítima. O ideal é minimizar o mais rápido possível essa roda gigante sem fim para prevenir o pior.

Acendeu a luzinha de emergência por aí? Então está na hora de repensar seu relacionamento.

Veja os principais sinais de um relacionamento abusivo

A boa notícia é que, por mais que seja difícil, é possível sair de um relacionamento permeado de abusos e violências. Mas a primeira etapa é conhecer quais são os sinais que ele apresenta, olha só:

1. Controle absoluto

Um dos primeiros grandes sinais de um relacionamento abusivo é o controle que uma das partes exerce sobre a outra. Geralmente, o controle começa com coisas simples como o horário em que o par chega e sai dos lugares, a roupa que usa, se come ou não alguma coisa.

Você pode até pensar que tem pleno controle sobre o que você faz ou deixa de fazer, mas, na realidade, esse tipo de controle aparece disfarçado de cuidado e preocupação: “só quero saber se você está bem”, “não quero que você passe a imagem errada”, “quero você sempre bonita”.

Com o tempo, entretanto, até mesmo os gastos financeiros já são do conhecimento da outra pessoa, mesmo que não vivam matrimonialmente – ponto importante, pois existem tanto namoros abusivos quanto casamentos.

2. Desrespeito

Se o respeito é a base de um relacionamento firme e sadio, o desrespeito obviamente é o que sustenta um relacionamento abusivo. Infelizmente, tal situação é bastante comum e acontece com o passar do tempo. Diz-se que uma vez que o respeito foi perdido não há mais formas de se manter uma relação.

Mais uma vez, tudo começa de forma sutil e disfarçada por um falso amor. O outro vai ignorar sua opinião, o manterrupting vai dominar a conversa a sós ou com outras pessoas, até sua imagem pode ser prejudicada pelo abusador para outras pessoas.

3. Humilhação constante

Em tom de brincadeira ou piadinha, o seu par sempre coloca o outro para baixo, principalmente em rodas de amigos e familiares. A humilhação é tanta que a parte, chamada aqui de vítima, simplesmente deixa de querer o convívio social principalmente quando acompanhada, devido a tal situação crítica e visivelmente insalubre ao emocional.

Pode parecer sem sentido uma pessoa humilhar a outra que diz amar, mas não é. Isso acontece porque o abusador precisa alimentar suas próprias inseguranças e baixa autoestima a partir da opressão de seu par.

4. Pedir permissão virou rotina

Esse, sem dúvida, é o marco de um relacionamento abusivo, por isso preste atenção! Você é dona de si assim como o par também. Ninguém precisa pedir autorização para fazer aquilo que tem vontade, como ir a lugares, conversar com pessoas e muito mais. Em uma relação sadia há diálogo, não pedido de permissão!

5. Reprovação

O olhar censurador quando você está vestida como realmente gosta, a situação de ficar sem conversar porque uma das partes não teve o seu desejo atendido – isso são apenas alguns exemplos que dizem respeito à reprovação! E vale lembrar que um casal deve estar junto, batalhando lado a lado para ser algo saudável, e não reprovando um ao outro, certo?

6. Sentimento de culpa

Esse sinal é sentido pela vítima e tem o poder de mexer completamente com o bem-estar emocional dela. Sabe aquela sensação de não ter sido suficiente? De não ter satisfeito ao parceiro ou tê-lo desapontado? Essa é uma característica sentida por quem está dentro de um relacionamento abusivo e quem se sente dessa forma deve se libertar já!

Isso acontece em decorrência de outros pontos, como a reprovação e a humilhação. A vítima não consegue enxergar mais o seu valor e a sua individualidade e começa a achar que toda a infelicidade da relação é responsabilidade e culpa dela.

Além disso, está presente em diferentes momentos e âmbitos de um relacionamento: no sexo, na comunicação, na troca de afeto e assim por diante.

7. Tratamento infantil

Por fim, entre os sinais aqui trazidos, vale destacar ainda o tratamento infantilizado com que a parte abusiva tem com a vítima da relação. Em síntese, mescla muito do que foi trazido nos tópicos anteriores e em muito se assemelha ao estabelecimento de uma relação que mais se parece com pai e filho do que como um casal.

Isso também é um relacionamento abusivo e coloca a outra parte como inferior e submissa, além de alimentar ainda mais a dependência da vítima para o abusador.

Como sair de um relacionamento abusivo?

Existem várias formas de proceder a um relacionamento abusivo. Isso vai depender, especialmente, de que personagem é você nessa história. Por isso, a Dona Coelha trouxe dicas para quem está sofrendo abusos, para quem vê a relação de fora e para quem está tendo papel abusivo (mesmo que inconscientemente).

Se você é a vítima: run, Forest, run!

Se você acha fortemente que está passando por um relacionamento dessa natureza ou se alguém está te alertando sobre tal possibilidade, a melhor dica é: corra!

Dificilmente a mulher que passa por uma relação abusiva sem agressões físicas consegue perceber isso sozinha, então sempre escute seus amigos, familiares, pessoas próximas a você, e fuja dessa relação. No começo, pode ser difícil acreditar e até perceber tudo que as pessoas de fora apontam, mas, se alguém está notando, é porque existe algo de errado aí, por isso, ouça com carinho e atenção.

É muito importante pedir ajuda para as pessoas próximas a você, pois nesse momento precisa de muito apoio. Uma pessoa abusiva que levou um fora da parceira, por exemplo, – principalmente se for o caso de um relacionamento heteronormativo – pode ser perigosa. Chantagens psicológicas e emocionais são frequentes no término. Muito cuidado, ok?

Se possível, procure uma mulher profissional da psicologia para te ajudar a lidar com seus sentimentos, afinal, é uma mudança muito difícil na sua vida, que vai te desestabilizar e te deixar confusa por um momento. Mas prometo: é só uma fase ruim. Vai passar.

Além disso, se a situação já estiver grave, lembre-se sempre de que existem diferentes formas de denunciar o abuso: a Central de Atendimento à Mulher conta com o número 180 para denúncias de todo o país.

Saiba como denunciar de forma online

Se você tem medo de ser seguida até uma delegacia, ou ser ouvida em uma ligação, saiba que a internet também é uma plataforma que te permite denunciar abusos e violência doméstica.

Existe um aplicativo que foi desenvolvido para a denúncia de violência contra a mulher, o PenhaS, que promove informação, acolhimento e auxilia na busca por ajuda. A plataforma Mapa do Acolhimento conta com diversas advogadas e psicólogas, além de vítimas de violência doméstica, que podem te ajudar nesse processo delicado de forma segura.

Nas redes sociais, também é fácil encontrar grupos e redes de apoio para denunciar e saber como se proteger em casos de abuso no relacionamento. Em alguns estados, você ainda pode contar com aplicativos de denúncia da própria polícia, como é o caso do 190 PR, do estado do Paraná, um 190 online.

Lembre-se sempre: você não está sozinha!

Se você abusa: afaste-se e procure ajuda agora!

Se você percebeu que faz isso com sua parceira ou parceiro, é hora de procurar ajuda psicológica. É difícil controlar alguns aspectos e a ajuda de um profissional é a melhor saída. Você precisa pensar no seu bem, mas, especialmente no da vítima.

Mesmo que seja difícil de aceitar que alguns comportamentos “banais” e tidos como “normais” estão agredindo sua parceria, lembre-se que isso acontece sim, não faz bem e está internalizado – é sua responsabilidade tirar isso de si!

Se você é próximo à vítima: meta a colher

Em briga de marido e mulher, se mete a colher, sim! Se você é amigo, parente ou, sei lá, porteiro do prédio e presencia cenas de abuso, converse com a vítima ou com alguma amiga dela. Como viu, é muito difícil para ela perceber a situação em que está e tentar sair desse labirinto.

Mas se você presenciou um quadro agravado de abuso, como agressão física, interfira sem hesitar. Seja qual for o caso, a ajuda é o principal meio para acabar com o relacionamento abusivo e não se esqueça de fazer com que a pessoa se sinta confortável e protegida com você.

Como fazer uma denúncia anônima?

Se você tem receio de se envolver numa situação de agressão, saiba que a violência doméstica e a denúncia anônima também andam de mãos dadas. O número 181 é gratuito e pode ser usado em casos passíveis de investigação, sendo que a sua identidade é mantida em sigilo sempre – esse é o Disque Denúncia – mas para situações emergenciais, o ideal é o número da polícia mesmo, 190.

Lembre-se que não é apenas a vítima que pode fazer essa denúncia, então, em um momento em que a vítima está abalada, não consegue pedir ajuda, queira sempre ser a pessoa disposta a agir pelo que é certo.

Ajude-se, ajude sua amiga ou qualquer pessoa que vivencia esse trauma. Você pode salvar a vida dela ou a sua, já pensou nisso?

Bem, esse post foi meio pesado, admito, mas precisamos falar sobre isso. Se você quiser ter acesso a mais conteúdos polêmicos ou apenas dar um ar para a cabeça e ler um conteúdo descontraído sobre relacionamento, confira os outros posts do nosso blog – tem muito texto bacana para você!

9 comentários sobre “Relacionamento abusivo: o que é, como acontece e como sair dessa!

  1. Claudia Oliveira disse:

    Vivo um relacionamento abusivo, há quase três anos, mas lendo esta matéria, entendi que convivi com perfis abusivos minha vida inteira, não só com companheiros mas com filhos, e olho para trás e parece que não sobrou nada para reconstruir. Minha psicóloga é que me alertou, porque entrei em um processo depressivo sem precedentes. O mais constrangedor disso, é que pertenço a uma era machista, educação machista, cristã que acaba ratificando a necessidade da submissão ao abuso para ser aceita como “boazinha”, correta, ética, o que te submete ainda mais a subjugação por não apresentar condições de auto-sustento. Estou tentando mudar isto, migrei de um relacionamento abusivo de meus filhos, para um relacionamento abusivo com um cônjuge por necessidades básicas de sobrevivência… Não sei como parar está roda viva, porque sinto que me tornaria abusadora se dele recebesse recursos para sobreviver… Porque meu tempo de crescimento profissional foi dedicado ao cuidado dos meus filhos, sem a ajuda do pai deles… Outro relacionamento abusivo… Eu tenho medo, não sei mais quem sou, não reconheço mais minha capacidade intelectual que sempre foi um diferencial… Na verdade não sei mais o que é certo ou errado!

  2. Anabel Costa disse:

    Eu sou um abusador em potencial!
    Descobri, que tudo que fiz em minha vida, foi abusar das pessoas com quem me relacionei, em todos esses anos. Ao terminar esse último, vi o quanto estava fazendo mal a essa pessoa. E quanto mal fiz a outros relacionamentos do passado.
    Tenho 60 anos, passei 37 anos com uma pessoa, quebde repente decidiu viver só, sem mim, aceitei sem questionar!
    Nesse último, durou 7 meses, foi onde descobri o que era ser abusivo.
    Comecei um tratamento e preciso entender o que realmente devo fazer.
    Não acredito que todas as acusações e abadonos, sejam a solução para uma possível cura.
    Gostaria de um Norte, desejo seguir meu caminho, mas só e sendo acusado de fazer algo, que nem sabia que tinha em mim, pode ser mais difícil.
    Tive a sorte, de encontrar uma pessoa que não concordou com o que eu fazia e me mostrou meus erros, apontou e mostrou. Eu busquei entender e vi que nem toda hora eu era esse monstro. Estou com uma profissional, fiz minha iniciação e estou bem otimista, só que ainda tenho medo de me aproximar de outras pessoas.

    • Dona Coelha disse:

      Oi Anabel, que bom que você já identificou o problema e está fazendo acompanhamento com um profissional. Isso é o mais importante agora!
      Minha dica é que você se esforce para entender o que te levou a fazer o que faz e busque ser diferente do que um dia já foi.
      Existem grupos de apoio para homens que já praticaram abusos e buscam a mudança. Pode ser interessante você buscar dialogar com outras pessoas sobre assunto para aprender mais e ser um agente da mudança.

  3. Daniela Aparecida Ribeiro disse:

    Estou vivendo um relacionamento abusivo a anos e não consigo me libertar já houve algumas agressões físicas mais as verbais e emocionais isso é constante, ele me chama de vaca vagabunda mulher do demônio de arrombada fala que não presto que quem vai me querer quando falo que não quero mais e quero que ele vá embora .
    Me humilha em questões financeiras não me respeita desfaz de mim na frente das pessoas grita muito xinga muito fala muito coisa alta para meus vizinhos escutarem como eu que sou a errada e ele o certo .
    Ele é violento quebra as coisas depois se arrepender e diz que me ama e não vai acontecer mais .
    Mais infelizmente é mentira isso tem sido muito constante tenho medo estou infeliz e sofrendo muito e preciso de ajuda .

  4. Marlete da Costa disse:

    Eu vivo em um um faz muitos anos !já não sinto mais nada por ele,quase todos os dias temos briga,já não aguento mais, peço socorro

    • Dona Coelha disse:

      Oi Marlete, obrigada pela confiança de vir aqui dizer isso.
      A violência doméstica não é apenas violência física, a psicológica também é um tipo de violência que merece ser exposta e quem a sofre preotegida.
      Posso te aconselhar a entrar em contato com a polícia no telefone 190 e fazer um boletim de ocorrência, pedindo uma ordem de afastamento. A delegacia da mulher é um dos melhores lugares para fazer isso.
      Dessa forma você consegue ter um meio judicial de afastar ele e poder seguir com sua vida.
      No Facebook e Instagram também tem alguns grupos e perfis que podem ajudar no seu processo, mas saiba que você não precisa passar por isso sozinha, conte com uma rede de opoio como sua família, amigos reais e virtuais para ajudar no seu processo!

    • Fernanda disse:

      Estou vivendo um relacionamento abusivo onde tudo que falo ou faça é motivo da pessoa ficar irritado comigo..
      Onde não posso fazer nada que ela coloca normas ou nosso relacionamento na roda.
      Onde ela fala que quer uma mulher responsável para casar não que fica saindo com amigas ou que conversa com amigos…

      Está bem no começo ela relação e já está me afetando muito porque já vivi isso no primeiro casamento e notei situações iguais o anterior relacionamento

      • Dona Coelha disse:

        Oi Fernanda, se isso está te fazendo mal, vale abrir para sua parceria que não deseja mais esta dinâmica.
        Caso ela não tope dessa forma, talvez seja melhor não continuar o relacionamento.
        Infelizmente nem todos estão preparados para o diálogo e tem interesse em buscar formas de encontrar um equilíbrio no relacionamento

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