Quais são os métodos contraceptivos mais eficazes? Descubra!

Mulher com preservativos em ambas as mãos e fundo laranja

Falar em sexo, boa parte das vezes, também é falar sobre os métodos contraceptivos. Afinal, a gente sabe que essa forma natural e inerente ao ser humano de ter prazer é como temos os nenéns. Se você faz parte do grupo que não está – ou não é – a fim de se tornar pai ou mãe, é importante ficar por dentro do assunto, viu?

Acontece que hoje, felizmente, com todo o avanço na área médica, existem inúmeras formas de prevenir uma gestação indesejada. Os métodos contraceptivos não estão mais limitados à pílula anticoncepcional, pílula do dia seguinte, preservativo e DIU, sabia? Existem tantas possibilidades que cuidar da saúde e ter momentos prazerosos se tornou ainda mais fácil. Temos até mesmo as famosas camisinhas retardantes, que estimulam ainda mais o momento sexual!

Apesar de terem uma eficácia bem alta, a grande maioria desses recursos ainda não previne em 100% a fecundação do óvulo, minha gente! E vale lembrar que alguns são mais simples de usar do que outros, assim como existem preferências pelo tipo de contato na hora H.

Já deu pra ver que assunto é complexo e longo, mas o blog da Dona Coelha está aqui para simplificar com informações seguras e de qualidade. Por isso, se você quer saber tudo sobre os métodos contraceptivos, vem comigo!

Quais são os métodos contraceptivos? Barreira, hormonais e definitivos

Como eu já comentei, existem formas e formas de fazer a contracepção. A mais segura de todas é não ter uma vida sexual ativa – ora, ora –, mas se você está aqui é porque, assim como nós, acredita em um sexo prazeroso e seguro. Antes de tudo, é importante que você entenda a existência dos três principais tipos de contracepção: as de barreira, as definitivas e as hormonais.

Tipos de contraceptivos quais são os métodos contraceptivos mais eficazes? Descubra!

Eu explico como elas acontecem, olha só:

Métodos contraceptivos de barreira

Como o próprio nome sugere, os métodos de barreira são aqueles que criam um bloqueio físico entre o espermatozoide e o óvulo. Eles podem ser colocados em diferentes locais do corpo, masculino ou feminino, para que o sexo aconteça sem a possibilidade de uma gravidez fora dos planos.

Existem diferentes opções desses métodos, sendo que alguns ainda ajudam a prevenir as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). É importante ressaltar que essas alternativas são excelentes escolhas para prevenção e, muitas vezes, podem ser usadas em conjunto com outros métodos de contracepção justamente para evitar qualquer IST.

Veja quais são eles:

Preservativo interno e externo

É possível que isso seja uma novidade para muitas pessoas, mas a chamada camisinha feminina já é muito presente nas aulas de educação sexualEla é colocada dentro da vagina antes de rolar a penetração. Geralmente, é confeccionada em silicone e, assim como as camisinhas “tradicionais”, conta com um lubrificante.

Esse é um dos métodos que previne a contaminação de ISTs, seja de quem tem a vagina ou o pênis. E claro que é possível usar outros lubrificantes à base de água para deixar o processo menos incômodo e ainda mais natural. Portanto, coloque a criatividade para jogo e manda ver!

Preservativo masculino

Aposto que quando a palavra “camisinha” é dita, a primeira imagem que vem à sua mente é a do preservativo masculino – pensada para o pênis. Afinal de contas, esse é o recurso mais comum e popularizado por aí para uma contracepção segura e serve para depositar o esperma quando há a ejaculação.

O principal objetivo do item é evitar que o esperma entre na vagina. Assim como a opção citada acima, ela é descartável e sua distribuição em Unidades Básicas de Saúde é realizada de maneira gratuita à nível nacional.

Diafragma

O diafragma é um método de barreira pensado para inserção dentro da vagina antes do sexo. Indo de 5 a 10,5 cm, o produto é uma mini cúpula de silicone revestida por um anel flexível, impedindo que o esperma chegue até o útero.

Para usar esse método, recomenda-se a utilização de uma geleia ou creme espermicida que aumenta o nível de contracepção e deixam tudo ainda mais lubrificado. Diferente dos preservativos, ele deve continuar inserido de 6 a 8 horas após o sexo e deve ser removido em até 24 horas.

DIU (Dispositivo Intrauterino)

O DIU é um método de contracepção muito utilizado, sendo inserido no corpo gestor, na parte interior do útero. Trata-se de um objeto flexível e pequeno, com vários modelos disponíveis.

Para colocar o DIU, é preciso contar com o acompanhamento de uma ginecologista, pois seus exames devem estar normais e saudáveis.

Espermicidas

Indicados para uso com o diafragma, como já comentei, os espermicidas formam uma barreira também contra o contato do esperma com o útero. As opções são diversas: creme, geleia, tablete ou comprimido, e deve ser introduzido na vagina 15 minutos antes do sexo.

É importante ressaltar que esse método não é tão eficaz quando usado sozinho. Por conta disso, recomendo sua utilização junto com o diafragma a partir de uma solicitação médica. Quando usar, fique atenta a possíveis reações adversas, como alergias e irritações na pele.

Métodos contraceptivos hormonais

O nome já é bastante sugestivo: esses métodos anticoncepcionais usam de hormônios que agem sobre a ovulação, controlando ou interrompendo-a – eles previnem a gestação, mas não protegem contra as ISTs. Então, bora fazer aquele check-up antes de manter relação sexual com a pessoa desejada, hein!

Pílula anticoncepcional oral

O famoso anticoncepcional é o mais conhecido método hormonal de contracepção. Ele conta com combinações de diferentes hormônios para inibir a ovulação e exige uma série de recomendações e restrições para ingestão. Assim, é imprescindível ter auxílio de um especialista ginecológico para saber o ideal para você, viu?

As cartelinhas são de 21, 24 e até 28 comprimidos, e só podem ser tomados a partir de um intervalo semanal – quando desce a menstruação –, ou sem intervalo – definido entre médico e paciente. Entretanto, na orientação sobre os método anticoncepcionais, deve ser destacada a necessidade da dupla proteção (contracepção e prevenção das infecções sexualmente transmissíveis e HIV/AIDS), mostrando a importância dos métodos de barreira como os preservativos masculinos ou femininos [2].

Anticoncepcional injetável

Aqui não tem segredo – ao invés de ingerir pílulas, toda a gama de hormônios é injetada no organismo gestor. Essa administração pode ser mensal ou trimestral, isso varia do tipo de contraceptivo que é usado e tende a ser muito eficaz no combate à gravidez.

Ainda assim, como são muitos hormônios liberados no organismo de uma só vez, há quem note alguns efeitos colaterais. Dentre os mais comuns está o ganho de peso e o enjoo. Caso os sintomas persistam, é recomendado que você faça uma visita ao seu especialista.

Anel vaginal

Inserido na vagina, onde fica por 3 semanas, esse anelzinho fino e flexível apresenta hormônios que chegam até a circulação sanguínea e impedem a ovulação. Ao final da 3ª semana ele deve ser removido, sendo inserido um novo após uma pausa de 7 dias.

Ele também tem algumas restrições de uso, como histórico de câncer, derrame, parada cardíaca e coágulos sanguíneos, por isso, a recomendação e o acompanhamento médico são indispensáveis!

Adesivos hormonais

Essa é uma forma considerada revolucionária com eficácia próxima à das pílulas anticoncepcionais. Por meio de adesivos com progesterona e estrogênio, os hormônios são absorvidos pela pele e levados à corrente sanguínea. Assim como todas as alternativas citadas neste tópico, são itens que necessitam de recomendação médica para uso.

A maior vantagem é que o efeito dos adesivos hormonais é prolongado. Isto é, não necessita ser trocado de maneira tão constante, já que os ativos principais são levados direto ao sangue.

Sabia que eu já falei sobre eles? Isso mesmo, confira meu vídeo sobre os adesivos hormonais com mais informações e dicas:

Implante anticoncepcional

Sim, também existem implantes para prevenir a gravidez: são pequenos e fininhos bastões plásticos que contam com etonogestrel, colocados sob a pele. Eles liberam hormônios de forma constante, que são carregados para a corrente sanguínea. O grande foco dessa alternativa se encontra na vantagem de ser um dos métodos contraceptivos mais seguros.

As chances de uma “pane no sistema” são de apenas 0,05%. Entretanto, existem situações em que a pessoa receptora do implante apresenta sintomas desagradáveis, como tontura, vômitos e alterações emocionais. Vale a pena ficar de olho nesses detalhes antes de tomar uma decisão.

Pílula do dia seguinte

Pensada para uso esporádico e emergencial, a pílula do dia seguinte, ou PDS, contém uma quantidade elevada de hormônios para ser ingerida pelo corpo gestor após o sexo, em até 72h, quando os métodos contraceptivos regulares falharem – tipo quando a camisinha estoura.

Metodos contraceptivos nat quais são os métodos contraceptivos mais eficazes? Descubra!

Ressalto que, depois do período indicado, ela não é mais eficaz. Lembre-se, ainda, que sua ingestão regular coloca em risco a saúde de quem toma e diminui a sua eficácia. Assim, é recomendado que o uso não ultrapasse 1 vez a cada ciclo menstrual.

E para aqueles que julgam ser um método abortivo, saibam que estão redondamente enganados! Nesses casos, é uma maneira de inibir a evolução, sem a ocorrência de uma gestação.

Métodos contraceptivos definitivos

Até agora apresentei diversos métodos de contracepção que são temporários – só funcionam enquanto estiverem sendo usados e se forem aplicados de forma correta. Mas também existem outras maneiras de prevenir a gravidez que são definitivas: você faz uma vez e pronto!

Assim, são considerados métodos de esterilização, tanto para o corpo gestor quanto para o provedor de espermas, aplicados através de intervenção cirúrgica. Geralmente, os profissionais da saúde indicam esses métodos para pessoas mais velhas e/ou que já tiveram mais de 2 ou 3 filhos. Confira mais detalhes:

Vasectomia

Aplicada no sistema reprodutor masculino, a vasectomia impede a liberação dos espermatozoides quando ocorre a ejaculação. A cirurgia é bem simples, podendo ser realizada por um urologista capacitado. Após anestesia, há um corte pequeno na bolsa escrotal que leva até o canal de transporte dos espermatozoides, chamado de ducto deferente, o qual é cortado e suturado.

Todo esse processo leva em torno de 20 minutos – pasmem! – e não afeta a libido, nem a ejaculação, nem a ereção! É importante ressaltar que a vasectomia pode ser revertida, tendo mais chances de sucesso até 5 anos após a realização da cirurgia.

Os dados entre pessoas que fazem essa escolha são bastante interessantes, visto que, em uma pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisas Materno-Infantis de Campinas (Cemicamp), 910 homens foram entrevistados e um em cada oito entrevistados fizeram vasectomia [1].

Laqueadura ou Ligadura Tubária

A ligadura das trompas uterinas, também chamada de laqueadura, acontece no corpo gestor, sendo um processo definitivo para a contracepção. Durante a cirurgia, acontece a ligação das trompas uterinas que impede que os espermatozoides cheguem até o útero. Ainda assim, a menstruação continua normalmente.

Esse processo é oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e segue algumas regras para que possa ser feito:

  • ter acima de 25 anos ou mínimo de 2 filhos vivos;
  • autorização do cônjuge e deve haver um prazo de 2 meses entre o pedido e a intervenção cirúrgica, sendo que, nesse período, deve haver um acompanhamento psicológico da paciente e comparecimento a reuniões sobre planejamento familiar (isso tudo de acordo com a lei federal n° 9.263/96);
  • se há risco de saúde, é exigida a confirmação de dois profissionais da área.

Apesar de ser um processo trabalhoso, muitas pessoas conseguem realizá-lo. Conforme mostram os dados do DataSUS, foram 73.658 laqueaduras realizadas pelo SUS em 2019. Além disso, segundo a Organização Mundial de Saúde, esse é um dos métodos mais eficazes, com falha menor de 1% no primeiro ano após a cirurgia.

Em 2021, houve uma proposta de projeto para flexibilizar as normas para aqueles que decidem pela laqueadura. Entre as modificações estão a retirada do consentimento do parceiro, além da lei que aborda sobre o planejamento familiar, como no caso de precisar ter 2 filhos ou mais para realizar o procedimento.

Entenda a eficácia dos métodos contraceptivos

Quem já assistiu “Friends” com certeza se lembra da cena marcante em que o personagem Joey fica espantado ao saber que as camisinhas não são 100% eficazes na prevenção à gravidez – pelo menos, na cena épica, ele está muito bem prevenido! Bem, mas vocês sabiam que isso acontece para praticamente, senão, todos os tipos de anticoncepcionais?

Por isso, agora, vamos entender qual é a eficácia de cada um, dos mais seguros aos mais ineficazes. Uma pesquisa realizada pela MD Saúde mostra esses dados. Vale lembrar que são consideradas as taxas de eficácia dos testes, quando os métodos são seguidos à risca, e as taxas reais, que prevê as falhas e lacunas que acontecem no dia a dia.

5 métodos anticoncepcionais mais eficazes

Neste caso, os dados de testes e os reais são os mesmos:

Metodos mais eficazes quais são os métodos contraceptivos mais eficazes? Descubra!

  • Implante anticoncepcional: 99,95%;
  • Vasectomia: 99,9%;
  • DIU Mirena: 99,8%;
  • Laqueadura: 99,5;
  • DIU de cobre: 99;2.

4 métodos contraceptivos com alta taxa de sucesso

Aqui, os dados dos testes de eficácia e de uso real são diferentes, apresentados nessa mesma ordem para cada método:

  • Anticoncepcional injetável: 99,7% – 94%;
  • Pílula anticoncepcional: 99,7% – 92%;
  • Adesivo anticoncepcional: 99,7% – 92%;
  • Anel vaginal: 99,7% – 92%.

4 métodos com eficácia aceitável

Esses métodos são bem avaliados nos testes de eficácia, mas, na prática, apresentam eficácias mais baixas, olha só:

  • Camisinha masculina: 98% – 85%;
  • Camisinha feminina: 95% – 79%;
  • Diafragma: 94% – 84%;
  • PDS: 88%.

Métodos contraceptivos que não são eficazes

Agora, é importante que você tenha em mente que há métodos cuja taxa de eficácia na prevenção de gravidez é considerada baixa, por isso, devem ser evitados ao máximo, pois tendem a falhar – e muito. Confira:

  • Tabelinha: uma estimativa do período fértil (os 5 dias que antecedem a ovulação e o dia após), que é quando há a maior chance da gravidez. Para que isso seja mais confiável, é preciso ter muita consciência do seu ciclo menstrual. Em 30% dos casos, esse período se dá bem no meio do ciclo, que nem sempre é regular;
  • Coito interrompido: é quando a penetração é interrompida momentos antes da ejaculação. Os riscos são claros: tirar o pênis antes de atingir o orgasmo não exclui a possibilidade de uma possível gestação. Isso porque, em grandes partes dos casos, o líquido liberado antes do ápice já contém espermatozoides;.

Ambos métodos citados são considerados contraceptivos naturais. Ou seja, não é utilizado nenhum outro componente para prevenir uma possível gestação.

Como escolher o melhor método anticoncepcional para mim?

Com tantas opções, fica difícil saber qual método escolher, não é? Então, para te ajudar, deixo aqui 3 dicas especiais que devem estar sempre em seu radar:

Acompanhamento ginecológico

Primeiro de tudo, você precisa olhar para a sua saúde! Marque uma consulta com um médico ou uma médica ginecologista de confiança e que esteja aberta para te escutar e orientar da melhor forma. É necessário sentir segurança conforme o papo flui, está bem? Nada de permanecer em um local que te deixa desconfortável.

Realize sempre os exames de rotina e entenda quais são as possibilidades de prevenção à gravidez junto com os especialistas – nem pense em se automedicar, viu?

Converse com a sua parceria

Como estamos falando de contracepção, vale lembrar que duas pessoas se envolvem nesse processo. Então, busque sempre conversar com a sua parceria para que ambos tenham as expectativas bem claras do que querem para a família de vocês: é uma prevenção temporária e vocês querem ter filhos depois? Ou vocês não pensam em engravidar?

Joguem limpo, coloque suas visões individuais e como casal na mesa. Afinal, essas decisões são importantes para cada um e para a relação.

Sempre pense na sua saúde

Além de se proteger de uma gravidez indesejada, lembre-se de que sexo bom é sexo seguro: alguns dos métodos contraceptivos não te protegem contra ISTs, então, busque sempre uma forma de se proteger e use preservativo!

Ainda, é importante manter os exames em dia para saber se você ou sua parceria têm alguma infecção que precisa ser cuidada – mesmo que esse já seja um relacionamento longo e monogâmico, algumas infecções podem surgir e ser transmitidas de um para o outro.

E aí, qual é o método contraceptivo que você usa? Como é sua experiência com ele? Tem algum dessa listinha que você não conhecia? Me conta aqui nos comentários pra gente aprender tudo isso juntes!

Por hoje ficamos por aqui. Gostou do assunto? Aproveite para conferir tudo sobre o uso dos preservativos masculinos, o Renan tem um post completinho sobre esse tema aqui no nosso blog!

Referências

[1]. DUARTE, Graciana Alves et al. Participação masculina no uso de métodos contraceptivos. Cadernos de Saúde Pública, v. 19, p. 207-216, 2003.

[2]. COSTA, Alcione et al. História do planejamento familiar e sua relação com os métodos contraceptivos. Revista Baiana de Saúde Pública, v. 37, n. 1, p. 74-74, 2013.

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