Homem olhando para um copo em dúvida sobre a quantidade de espermas

Conheça 9 motivos que podem levar à pouca ejaculação!

Será que ejaculo pouco? É normal só isso de sêmen? Esse tipo de pergunta é muito comum entre homens cis de todas as idades, principalmente por haver uma cultura, vinculada pela indústria pornográfica, de que a quantidade de sêmen diz respeito sobre o desempenho masculino.

Se essas perguntas passam pela sua mente depois de gozar, te convidamos a entender melhor sobre isso. Recorremos à explicações médicas para esclarecer possíveis dúvidas sobre o assunto. Continue a leitura!

1. Ejaculação retrógrada pós cirurgia na próstata

A primeira causa é a ejaculação retrógrada pós cirúrgica – a cirurgia a qual nos referimos é da retirada da próstata ou pode ser um efeito colateral da raspagem de próstata. Ela é uma das causas pois esse órgão é o responsável por produzir de 10 a 30% do líquido seminal que nutre e protege os espermatozoides que, por sua vez, são produzidos pela vesícula seminal.

Dito isso, nós conseguimos entender porque a quantidade de esperma é reduzida. Apenas o sêmen não é suficiente para dar consistência e volume, mesmo que tenha bastante. Também pode acontecer de ter tão pouco líquido que os espermatozoides não tem forças para sair até o final da uretra.

A ejaculação retrógrada é indolor e não apresenta riscos ao corpo. Porém, em casos mais graves, ela pode deixar o homem infértil uma vez que os espermatozoides não conseguem chegar ao útero. E, claro, também pode causar frustrações por não permitirem que o homem goze como o esperado.

Mas, Renan, eu não fiz cirurgia e mesmo assim tenho pouco esperma“. A primeira coisa que você precisa se perguntar é se “quantidade” realmente importa no seu caso. Afinal de contas, a ejaculação é muito relativa de pessoa para pessoa.

Contudo, se esse não é o seu caso e você não relaciona a quantidade de sêmen ao desempenho durante o sexo, a falta de – ou pouco esperma – pode ser um sinal de que a próstata precisa de atenção. Consulte um urologista para investigar as causas com assertividade.

2. Ejaculação retrógrada por mau funcionamento do esfíncter

Outra causa possível é o sêmen não ser direcionado à uretra, mas sim à bexiga. Isso acontece em decorrência do mau funcionamento do esfíncter. A título de curiosidade, existem 43 esfíncteres distribuídos pelo corpo e eles têm a função de controlar a passagem das mais diversas substâncias.

E nós temos um esfíncter na bexiga. Ele funciona assim: quando atingimos o orgasmo, ele se fecha e o sêmen é expelido. Beleza! Mas o problema acontece quando ele não se fecha. Dessa forma, o esperma é direcionado para a bexiga fica armazenado internamente, mas em outro lugar. Essa é a explicação biológica para o famoso “ejacular para dentro”.

Como dito anteriormente, não é perigoso e também não causa nenhuma dor. Mas é um sinal de alerta pois esse mau funcionamento do esfíncter não é normal. O que provoca essa alteração são lesões nos músculos que rodeiam, esclerose múltipla, diabetes crônica que está descontrolada ou, até mesmo, efeito colateral de remédios para depressão e psicoses em geral.

O orgasmo continuará acontecendo normalmente, porém não sairá ou pode sair pouco sêmen ao gozar.

Sobre as lesões musculares que citei, recomendamos que você pratique o pompoarismo masculino. O objetivo é fortalecer os músculos da região, assim como acontece nas mulheres. Ficou interessado? Pois a Nat já explicou como funciona o pompoarismo feminino, leia para entender os benefícios desse exercício. Nós também podemos fazer o “aperta e solta”.

3. Genética

Sim, meus amigos, a genética também influencia na produção de esperma. Inclusive, a anomalia cromossômica causa problemas no desenvolvimento cognitivo e físico. Ressalto uma delas, a Síndrome de Klinefelter ou Síndrome 47. Geralmente, essa anomalia na genética sexual provoca o aumento das mamas, reduz o número de pelos no corpo e atrasa o desenvolvimento do pênis.

A consequência desse atraso é a redução da quantidade de esperma, uma vez que o sistema não recebe o devido aprimoramento.

4. Frequência sexual

Infográfico sobre a frequência de ejaculação dependendo da atividade sexual

Não existem problemas ao ficar sem ejacular. Porém, quando isso acontece, gozamos com frequência e a quantidade de esperma diminui. Isso todo homem já sabe, afinal de contas, quando aumenta a quantidade de sexo – e até mesmo a frequência da masturbação – o volume do esperma diminui.

Isso porque o corpo tem menos tempo para produzir o líquido seminal novamente, novamente, novamente. Entende? Por isso que ao ficar um intervalo maior sem gozar, a quantidade aumenta de novo. Não se trata de quantidades assustadoras, normalmente fica entre 3 e 5 ml.

5. Idade

É provável que todos já esperavam por esse motivo em particular, afinal é natural que o corpo mude com o passar do tempo. E uma dessas mudanças diz respeito ao volume de esperma.

Isso acontece porque o sêmen e o tamanho da próstata são inversamente proporcionais. Com o passar dos anos a próstata aumenta e a quantidade de sêmen reduz. Aliás, isso também interfere na qualidade do esperma. Em outras palavras, volume, consistência e quantidade de espermatozoide.

Nesse caso, vale procurar ajuda do seu urologista, somente ele será capaz de prescrever um tratamento direcionado para o seu caso em especial. Afinal de contas, aproveitar a vida sexual vai além das barreiras da idade, pois é possível ter qualidade no sexo mesmo com o passar dos anos.

6. Infecções ou inflamações

As infecções e inflamações podem sim reduzir o volume do esperma, pois provocam a obstrução ou estreitamento nos ductos. Por consequência, a quantidade de esperma ejaculado é menor. Confira algumas dessas causas:

Uretrite: infecção ou inflamação na uretra;

Orquite: infecção nos testículos ocasionada pela caxumba, por exemplo;

Epididimite: inflamação no epidídimio;

Prostatite: infecção ou inflamação na próstata;

Clamídia: IST causada por uma bactéria – Chlamydia trachomatis – cuidado, essa bactéria também afeta os olhos e a garganta;

Gonorreia: IST causada por uma bactéria –Neisseria gonorrhoeae;

Então, previna-se e evite uma infecção sexualmente transmissível! É para seu bem! Nós já abordamos esse assunto aqui na Dona Coelha, tanto que elencamos várias dicas para curtir o carnaval com segurança. Aprenda a ficar livre dessas infecções com o guia prático: xô IST.

7. Medicamentos

Nessa questão entram os medicamentos compostos com tetraciclina, gentamicina e eritromicina. Esses são os três principais, mas isso não quer dizer que são os únicos compostos químicos que provocam a redução.

Essas substâncias citadas provocam uma redução na produção de espermatozoides e como eles compõem grande parte do líquido seminal, o volume é diminuto.

Vale lembrar que os medicamentos para depressão e outras psicoses também provocam a redução do esperma – conforme comentamos no tópico anterior.

8. Tratamentos químicos e anabolizantes

Os tratamentos químicos causam muitos efeitos colaterais, porém é para um bem maior, concorda? Os principais são quimioterapia e radioterapia, que reduzem os níveis de líquido seminal e produção de espermatozoides.

Por mais que eles tenham o mesmo objetivo – combater o câncer – a forma que eles impactam a fertilidade é diferente. Vamos te explicar tudo direitinho a seguir, e já que estamos lidando com essa parte química, aproveitamos para apontar como os anabolizantes interferem na produção do esperma.

Quimioterapia

Esse tratamento visa destruir as células que se multiplicam rapidamente e como os espermatozoides são produzidos exatamente dessa maneira, são alvos fáceis. Por isso, quimioterapia reduz o volume do esperma e ainda pode provocar a infertilidade masculina.

Aliás, o esperma volta a normalidade entre 1 ou 4 anos após a finalização do tratamento. Isso se o tratamento não for feito na pelve ou abdome – essas duas regiões aumentam as chances de infertilidade e de não produção de esperma.

Radioterapia

Assim como a quimioterapia, a radioterapia também provoca a redução do esperma, isso se deve a exposição à radiação. Quando o tratamento acontece no cérebro, ele pode atingir a glândula pituitária e hipotálamo. Dessa forma, prejudica a produção dos hormônios LH e FSH que acionam o funcionamento dos testículos.

Esteroides anabólicos

Em busca do corpo musculoso, homens e mulheres aplicam esteroides anabólicos no corpo. Porém, para ambos, isso é prejudicial na fertilidade. Isso acontece pois a alta quantidade de testosterona inibe a produção do FSH – hormônio responsável pela maturação das células reprodutoras.

9. Abuso de álcool, drogas ou tabagismo

Por último, mas não menos importante, o abuso de álcool, drogas, opioides, e outras substâncias psicoativas, reduzem a produção de esperma. Pois é. Uma delas é a maconha, essa substância reduz o volume do líquido seminal e a qualidade dos espermatozoides.

Além disso, segundo pesquisadores, o uso excessivo de álcool pode comprometer até 33% o volume do esperma e também conferem 5% a menos de espermatozoides. Pense em quantas latinhas de cerveja você bebe em um final de semana e compare.

 

Depois dessas informações, te perguntamos, novamente, quando o homem ejacula pouco é problema? Desvincular a ejaculação do estigma de que esse sinal tem relação com o desempenho sexual. É preciso ter em mente que todo o desenvolvimento dos filmes pornôs é montado, inclusive aquela quantidade expressiva de gozo, tudo bem?

Informações sobre o esperma falso usado em filmes pornô

Contudo, se mesmo assim você ainda acredita estar acontecendo algo de errado, há chances de alguma parte do sistema reprodutor estar mandando um alerta, mas também pode ser a frequência sexual, depende. Analise o contexto da sua rotina e, para tirar todas as dúvidas, procure um médico. É interessante fazer um checkup e evitar danos maiores.

Falamos tanto de líquido seminal, espermatozoide e afins, que tal continuar no assunto? Confira nosso post que responde aquela famosa dúvida: engolir esperma faz mal?

Te esperamos lá, até mais!

Um comentário sobre “Conheça 9 motivos que podem levar à pouca ejaculação!

  1. Amigo disse:

    Nunca fui de ejacular muito, além é claro de ser ingenuidade, acreditarem que os videos pornos “traduzem” a quantidade lá mostrada, como “real”! O que percebi, nas relações que tive, é que tanto eu quanto o cara, a quantidade do gozo variava se a gente começava a relação com a bexiga “enchendo” sem irmos antes ao banheiro! Também, tive namorado, que quando eu tinha orgasmo prostatico (com relaxamento das glândulas sudoriparas entre nadegas), a glande dele continuava a ejacular, depois daquele momento climax, como prolongamento do momento!

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