Como uma gavetinha de produtos eróticos pode mudar a sua vida?

Como uma gavetinha de produtos eróticos pode mudar a sua vida?

Mulher, vamos falar sobre produtos eróticos e empoderamento feminino? Vamos! Pois então: durante muito, mas muito tempo mesmo, a sexualidade da mulher foi vista como um tabu extremo. “A moça que é para casar não transa no primeiro encontro”, “tocar uma siririca é feio e vergonhoso” e por aí vai.

Resumindo? Desde bem pequeninas somos educadas a aceitarmos que um homem pode fazer muito mais do que nós, principalmente quando o assunto é sexo. Para eles, a masturbação, traição e o caralho a quatro é normal, afinal, faz parte da “essência” deles.

Para nós, é errado, é pecado, é não se dar ao valor etc, né não?

Não me lembro da primeira vez que me masturbei (porque eu era muito pequenininha), mas a sensação que NUNCA me falha é a de vergonha e consciência pesada. Já sabia na época, pelo olhar e comentário das pessoas, que aquilo que eu estava fazendo era “errado”, mas não entendia o porquê.

Enquanto meus priminhos colocavam seus pintinhos para fora e todo mundo ria, eu sequer podia dançar É o Tchan (sim, sou nativa dos anos 90, os melhores da história do mundo) sem escutar que estava rebolando demais. Na medida em que fui envelhecendo, entendi que a masturbação era um momento íntimo, porém, ainda proibido. A sensação é muito mais forte que apenas “sentir medo de ser pêga”, sabe?

O sentimento de que o que eu estava fazendo era sujo, pecaminoso e coisa e tal fazia com que meu momento fosse regado a culpa e uma sensação de aperto na boca do estômago que não consigo explicar. Na moral? Atire a primeira pedra a mulher que nunca se prometeu, após alguns minutos de puro prazer, que “essa seria a última vez“.

Se toca, mulher!

Todo esse ritual de tesão + orgasmo + remorso começou a se despedir quando perdi a virgindade. Já mais velha, deixei a “culpa cristã” de lado e decidi que aproveitaria minha sexualidade da forma como quisesse. Porém, eu sempre associava meu prazer a meu companheiro.

Ele me masturbava, a gente transava, quando eu me tocava era pensando nele e assim por diante. Por mais que eu tenha me sentido mega empoderada, alguma coisa ali ainda me dava vergonha.

Oficina de Siririca

No primeiro período de faculdade, na semana do calouro, um evento me chamou a atenção: Oficina de Siririca. Eu ri, fiquei curiosa mas decidi não ir. Tinha vergonha do que as pessoas poderiam pensar de mim (ó que doideira). Porém, graças à professora daquela tarde, tive que ir até lá para montar uma pauta (jornalismo né, mores).

Quando cheguei lá, me senti segura depois de 5 minutos de conversa. Descobri que VÁRIAS mulheres começaram a se masturbar bem novinhas e que TODAS tinham uma coisa em comum: o sentimento de repressão, culpa, vergonha. E aí, quando esse assunto mais pesado começou, me vi rodeada de colegas que descobriram o orgasmo só MUITO mais velhas (isso porque algumas delas, infelizmente, nunca tinham tido um).

Não preciso nem dizer o quanto esse evento foi polêmico, né? As organizadoras receberam ameaças, muitas de nós foram até o auditório escondidas e eu, na época aluna de professora, me senti na obrigação de perguntar à minha mãe se minha participação nessa palestra seria um problema. Porém, durante uma hora e meia, me senti livre, sem consciência pesada e super aberta a abraçar meu próprio prazer.

E foi aí que a gavetinha de produtos eróticos começou a se formar

Tudo começou de forma singela. Comprei aqueles dadinhos de posições, mas nunca tive coragem de usá-los com meu parceiro. Quando finalmente decidi dar uma chance à dupla dinâmica, percebi que eles tinham sumido (ainda bem que foram baratos porque olha…).

Ok, durante um tempo cheguei a pesquisar por outros, li vários artigos sobre produtos eróticos, assisti a palestras e lives que falavam sobre eles mas nunca tive coragem de entrar em uma sex shop.Um belo dia, estava eu toda plena, trabalhando, quando recebi uma mensagem da minha chefe. “Lu, a Dona Coelha quer te mandar um dos produtos eróticos dela para que você possa fazer um review.

Você topa?”. Topei, claro.

Eis que, uma semana depois, recebo um vibrador LINDO pelo correio com uma cartinha bem fofa. Abri a caixa, olhei o bichinho bem de pertinho, li o manual inteiro, coloquei as pilhas e, adivinha? Coloquei ele dentro da gaveta. Por coincidência (ou intervenção divina), tive uma insônia daquelas e, depois de virar na cama durante umas 3 horas, pensei: gente, tenho um vibrador novinho aqui do meu lado. Vou experimentá-lo (aproveitando que estava de madrugada e não tinha ninguém para me “pegar no flagra”). Demorei um tempo até pegar o jeito da coisa mas, depois de tentar várias coisas novas, consegui engatar num orgasmo que me fez dormir que nem pedra. Uma confissão: NUNCA tive um orgasmo desses. Eu sempre soube me tocar, tinha consciência do que eu gostava e como eu gostava, mas olha… com o vibrador ficou tudo tão mais fácil e divertido que não sei nem por onde começar.

E então minha gavetinha ganhou mais produtos eróticos enquanto minha vida ganhava mais cor!

Depois desse episódio, coloquei uma coisa na cabeça: gozar é bom, PONTO. Sem essa de “ai, mas é errado”, “ai, que vergonha”, “ai, e se alguém abrir minha gaveta” etc. Eu tenho esse direito, sabe? E outra: se alguém abrir minha gaveta, mando um belo dum “foda-se”. Afinal, pra quê foi lá xeretar?

Além disso, essa pessoa vai descobrir mais uma característica minha que demorou anos para florescer e não quero que nunca mais suma: sou uma mulher empoderada, que gosta de se dar prazer, que investe em produtos eróticos porque sabe que a vida não precisa ser regada à mesmice de “papai e mamãe” e “dedadinha na sexta-feira à noite”. Hoje tenho um utensílio para cada ocasião.

Meus brinquedinhos variam de “levinhos”, “alternativos” até “muito safados”. E olha: não tenho vergonha alguma de compartilhar isso com vocês porque sei que muitas já foram (ou ainda são) como eu era.

Confiem em mim: gozar sem culpa (e com váááááárias ajudinhas diferentes) é uma das MELHORES COISAS que vocês podem fazer por si mesmas!

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