Nalini Narayan conta tudo sobre seu último livro

Nalini Narayana lendo seu livro Fêmea Alfa

Após ler o livro Fêmea Alfa da escritora Nalini Narayan, não resisti o desejo de conhecer mais sobre ela e convidei para uma entrevista a autora que fala de forma tão poética e livre sobre suas experiências sexuais, amor próprio e prazer feminino.

Leia a nossa resenha sobre o livro Fêmea Alfa.

Nalini Narayan é uma das representantes mais conhecidas do universo das orgias em São Paulo e no Rio de Janeiro, sendo convidada para as principais festas liberais. Suas experiências levaram o lançamento de dois livros sobre o tema.

Fêmea Alfa é o seu segundo livro, qual a diferença entre o primeiro e este?

N: Sim. O primeiro é um livro de autoficção, me inspirei em fatos que aconteceram na minha vida, mas mudei a ordem cronológica das histórias e nomes das pessoas. É um livro bem mais engajado que o segundo, pois falo de questões sociais importantes, de gente que é negligenciada pela sociedade. Já Fêmea Alfa é um diário e retrata de forma poética eventos que aconteceram durante a minha vida toda sem estilização ou fantasia, é um texto que é escrito de forma mais livre com pensamentos e divagações filosóficas. Penso que são meditações românticas sobre a orgia ou como disse um amigo “pílulas do meu pensamento”.

Por que escreveu o livro Fêmea Alfa? Tinha algum objetivo especial? 

N: Eu já tinha o título na cabeça, mas pouca coisa concreta. Então a partir de idéias e histórias de orgia, meu editor sugeriu que eu fizesse um diário. Desse ponto, mergulhei com total liberdade dentro de mim mesma. Meu objetivo é mudar o mundo.

No livro você conta que você vem de um lar bastante conservador, o mesmo que acontece com a maioria dos brasileiros. O que foi importante para a mudança da sua atitude e quais barreiras encontrou pelo caminho? 

N: Não julgo que eu venha de um lar conservador. Meus pais eram físicos e não me impuseram nenhuma educação religiosa, o que me permitiu uma liberdade muito grande de pensamento. Agora, a minha mãe tem fixação por mim, talvez por ser a caçula e isso é algo que marca e é sufocante. Sempre tive um pensamento fora da norma social, me questionei internamente sobre valores ditos sagrados e não concordei com as imagens estereotipadas que fazem das pessoas interessantes e grandes artistas. Porém até demorei a entender que as pessoas não partilhavam dessa mesma visão libertária e me retraí. A leitura de clássicos da filosofia e literatura universal me ajudou a verbalizar de forma intelectualmente organizada esse entendimento primal.

O que de bom e o que de ruim aconteceu por conta da exposição que teve pela publicação dos seus livros?

N: Muita gente me curtiu, me achou relevante no cenário cultural. Outras pessoas, inclusive amigos de longa data romperam comigo. É comum me confundirem com uma profissional do sexo assim como também é comum o assédio, ainda mais no contexto sexista em que vivemos. Nenhuma mulher “de família” se arriscaria a perder esse posto para se juntar às “vadias”.

No livro Fêmea Alfa você conta algumas experiências com produtos eróticos como a orgia que aconteceu com as camisinhas que brilham no escuro. Você costuma usar sex toys? Quais deles você mais gosta? 

N: Depois que fiz uso do perfume de feromônio, pude confirmar sua eficácia até subestimada no mercado. Um dia, exagerei na dose e vários homens galanteadores não me deixaram em paz durante um almoço solitário, eu tive até que mudar de mesa de tanto que insistiam em me paparicar com tentativas de paquera e gentilezas excessivas tipo me oferecer vinho etc. Já experimentei diferentes vibradores, coleiras, roupas sensuais, macacão de meia arrastão, e fantasias. Acho que toda brincadeira é válida!

Se você pudesse escolher um dos contos do seu último livro como o mais excitante ou importante para você, qual seria e por quê? 

N: O mais lírico, para mim, é Natureza, quando eu e meus amigos fazemos um rodizío de casais em meio à floresta. O mais importante é Amor-livre, quando mostro a minha intimidade com meu marido.

Tem algo que sente que ainda não experimentou sexualmente? 

N: A sexualidade tem expressões infinitas, então certamente não experimentei tudo. Mas a gama das minhas experiências já me satisfaz.

Você já escreveu dois livros, neste último abriu seu diário com vários contos das suas experiências sexuais. O que vem pela frente agora?

N: Tenho outros projetos inclusive fora da literatura que incluem ensaios fotográficos como modelo e criadora de imagens marcantes sobre o tema orgia. Na literatura, tenho planos de publicar escritos guardados, assim como textos embrionários nas linhas de ficção e até autoajuda, quem sabe?

Tem algum recado final ou dica que queria deixar para os seus leitores? 

N: É possível atingir um grau pleno de desenvolvimento físico no sexo. Estou falando de ORGASMO PELA PENETRAÇÃO. Basta que se busque química real e que se tenha vontade de atingir o gozo mútuo juntinho. Chega de maniqueísmos e visões preconceituosas que levam ao sexo mal feito.

 

Para conhecer outras histórias da Nalini Narayan ou comprar o livro Fêmea Alfa, clique aqui.

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